Boca a Boca

Amitrano

É pra você

Que eu faço bonito

Mesmo sem você me ver

Eu não acredito, e paro, e fito

Seus olhos no além

Como um mito ou como alguém que é onipresente

E os atos perfeitos, assim de repente

Eu dedico a você

E explode no peito um vazio imenso

E onde eu penso existir uma pomba

Existe um silêncio

Como Hiroshima depois da bomba

Quero lhe encarar boca a boca e dizer

O que meras palavras não são capazes de esclarecer

Deixar que essa febre louca se apodere de nós dois

Que a juventude corre nas bicas

O resto deixe pra depois

 

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