Sou Coruja

Amitrano

Sou coruja iê,, iê,, iê

Sou coruja ia, ia

Sou coruja porque…

Eu já vou lhe dizer

Sou coruja porque…

Você já vai saber

Troco a noite pelo dia

Admiro a minha cria

Observo em demasia

O meu pio arrepia

Varo a noite em cantoria

No Corujão da Poesia

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Vazio

Amitrano

E lá se vai

O último e cabível trago

No estômago cheio de um homem vazio

Que chora o que bebe

Porque bebe o que chora

Então vai-  se embora

Nas águas de um rio

E ginga com o vento

Tropeça na sombra

E o mundo se assombra

Com sua ousadia

E vira poeta

Faz alegorias

Sambando na rua

Soluça poesias

E driblando a sorte

Atravessa a avenida

E morre com o samba

Que, então, ganha vida

E lá se vai

O último e cabível bêbado

Num copo cheio de um ar sombrio

Que chora o que bebe

Porque bebe o que chora

Então vai- se embora

Sem choro, vazio…

 

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Você é Casada

Amitrano

Você é casada

Você é demais

Mas não posso trilhar meu caminho

Olhando pra trás

Você é tão linda

Mas não é pra mim

“Cê” tem que viver sua vida

Com quem disse sim

Eu sei que às vezes o amor

Nos passa apressado

É como fazer um sinal

“Prum” táxi ocupado

 

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