OBSESSIVO

Amitrano

Que posso dizer se sou assim?

Quando começo uma coisa, vou até o fim

E se quero uma outra

A tomo pra mim

Que posso dizer se sou assim?

O meu tempo é agora

Não há não, só há sim

E se não digo na hora

Espere por mim

Pois irei noite afora

Ruminando assim

Como um boi que demora

A engolir o capim

Que posso dizer se sou assim?

Compulsivo, dominador… Isso é bom ou ruim?

Se a vingança então

É saber que a obsessão

Se alimenta de mim

 

OBRA REGISTRADA E TODOS OS DIREITOS RESERVADOS

Verde

Amitrano

Verde lindo

Ver- te linda

Ver de verde

Ver- te indo

Ver- te rindo

Ver- te ver- te

Verde ainda

 

OBRA REGISTRADA E TODOS OS DIREITOS RESERVADOS

O Muito que não Vivi

Amitrano

Talvez,  a melhor canção de amor

Eu nunca tenha ouvido

Talvez, a maior declaração

Eu não tenha entendido

Talvez,  o poema mais perfeito

Eu nunca tenha lido

Ou o mais claro conceito

Não tenha compreendido

Quantas coisas passam por nós

Sem jamais termos percebido…

Tantas outras que existem

Sem as termos conhecido…

Tanta arte, tanta voz

Tantos olhares perdidos

A música que nunca ouvi…

O poema que nunca li…

A declaração que não entendi…

O amor que não conheci

Tanto tesouro escondido…

E embora tanto tenha vivido

Só lamento o muito que não vivi

 

OBRA REGISTRADA E TODOS OS DIREITOS RESERVADOS