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Poesias

Édipo

Autor: Frederico Amitrano

27/06/2026 Leitura de 1 min Por Frederico Amitrano
Édipo

Andar cego e errante é o meu destino

Pois tenho a sina de amante desde menino

Daquela que foi meu maior desatino

Quem dera dela andasse distante ⁷

É certo que tive o privilégio

De deitar-me com quem muitos sonham

E está aí o pior sacrilégio

Que me abate com grande peçonha

Não bastasse a insígnia da vergonha

De penetrar naquela da qual saí

Inda pesa a sanguínea façanha

De matar quem me fez existir

Oh, triste destino esse o meu

De ser conhecido por história tão nefasta

Só me resta o consolo meu e teu

De que todo homem tem sua “Jocasta”

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